
Boas Festas!!
Contato:oficinateatrodebonecos@yahoo.com.br
Estão abertas as inscrições para a Oficina de Confecção de Bonecos de Mamulengo. A oficina, ministrada por Maria Oliveira, é destinada a atores e artistas populares, arte-educadores, e demais pessoas interessadas. Será realizada no Espaço Pasárgada, de 20 a 24 de novembro deste ano, das 9 às 13 horas.
Inscrições no local, pela manhã, com Carmem.
Informações: (81) 3134 3000 Ramal 3013 - Carmem
Outras informações: Gilblênio Saadh, fone: 8805 8732
E-mail: gilblenio_lua@hotmail.com
Maria Oliveira é atriz, manipuladora e arte-educadora e tem vasta experiência com teatro de bonecos. Em Pernambuco, já participou de inúmeros espetáculos, além de ser fundadora, juntamente com Nilson Moura, do Grupo Inventa Coisas. Atualmente, Maria Oliveira tem se dedicado a ministrar oficinas e confeccionar bonecos para espetáculos de grupos profissionais e para trabalhos de campanhas educativas.
Oficineira: Maria Oliveira
Como te chamas, pequena chuva inconstante e breve?
Como te chamas, dize, chuva simples e leve?
Tereza? Maria?
Entra, invade a casa, molha o chão,
Molha a mesa e os livros.
Sei de onde vens, sei por onde andaste.
Vens dos subúrbios distantes, dos sítios aromáticos
Onde as mangueiras florescem, onde há cajus e mangabas,
Onde os coqueiros se aprumam nos baldes dos viveiros.
E em noites de lua cheia passam rondando os maruins:
Lama viva, espírito do ar noturno do mangue.
Invade a casa, molha o chão,
Muito me agrada a tua companhia,
Porque eu te quero muito bem, doce chuva,
Quer te chames Tereza ou Maria.
poema "Chuva de Caju" de Joaquim Cardozo, 1936
Nota biográfica: Joaquim Cardozo nasceu em Recife no dia 26 de agosto de 1897.Estudou no Ginásio Pernambucano, formou-se em Engenharia enfrentando grande dificuldade financeira, que o obrigou a interromper o curso duas vezes. Joaquim foi um homem recatado e tímido, um intelectual de rara sensibilidade e vasta cultura (ele lia os poetas chineses no original). Na verdade foi um poeta em tudo o que realizou além da própria poesia. Engenheiro calculista, em parceria com Oscar Niemeyer, compôs autênticos poemas de concreto, na Pampulha em Belo Horizonte e em Brasília, de que são exemplos notáveis a igrejinha da Pampulha, a Catedral de Brasília e o Palácio do Planalto. Além de calculista, Joaquim foi chargista, teatrólogo, desenhista e até pianista. Como poeta cantou sempre as coisas do Nordeste e do Recife. O seu livro mais conhecido é Signo Estrelado e para o teatro, a peça O Coronel de Macambira. Joaquim voltou ao recife definitivamente muito debilitado e faleceu em novembro de 1978.
Manias, manias...